Guerra às Bactérias

Guerra às Bactérias

Guerra às Bactérias

Um estudo recente revela que, em mais de 800 lugares públicos, como centros comerciais e locais de trabalho, existem resíduos de sangue, saliva e urina em superfícies como botões de elevadores e corrimãos de escada. Solução: desinfectar regularmente os sítios onde normalmente se pensa não existirem bactérias como por exemplo a porta do frigorífico ou os brinquedos e, sobretudo, lavar as mãos regularmente.

Num teste a mais de 800 lugares públicos - como centros comerciais, locais de trabalho e creches, Gerba e os seus colegas descobriram resíduos de sangue, muco, saliva e urina em muitos tipos de superfícies: botões de elevadores, pegas dos carrinhos das compras e corrimãos de escadas rolantes, entre outros.

"Vou procurar bactérias fecais, saliva, sangue, muco e lixo em geral", anuncia enquanto introduz a mecha num tubo de ensaio. Se o líquido do tubo escurecer nos próximos dez minutos, isso indicará a presença de fluidos corporais. E se há fluidos corporais, sabemos que também pode haver bactérias. Como há centenas de possibilidades - desde vírus que provocam constipações, gripes e diarreia a bactérias como a Staphylococcus aureus (estafilococo), estreptococos e parasitas - este teste não procura nenhum tipo particular de micróbios.

Gerba passa outra mecha pelo mesmo sítio e coloca-a num outro tubo de ensaio. Este é para detectar bactérias coliformes e E. coli, ambas presentes na matéria fecal. A E. coli que ele procura detectar não causa doenças como a estirpe responsável por surtos recentes de intoxicações alimentares, mas, se estiver presente, a outra variante, mais perigosa, também poderá causar doenças. (Nota: A E.coli também está associada a surtos de infecções urinárias com origem nas casas de banho). Como é que bactérias das fezes podem ir parar a estas superfícies? Não lavando bem as mãos depois de ir à casa de banho por exemplo, diz o Dr. Gerba. Só dali a umas 24 horas é que teremos os resultados das bactérias fecais. Várias amostras mudaram nitidamente de cor.

O seu conselho mais importante é o que as mães têm repetido ao longo dos últimos séculos: lavem as mãos quando vêm da rua, antes de irem para a mesa, depois de mexerem em comida, depois de usarem a casa de banho e em qualquer altura em que possam ter estado em contacto com bactérias. Segundo o Dr. Chuck Gerba, Microbiólogo ambiental da Universidade do Arizona, a Higiene é a nossa melhor defesa.

Excerto do artigo Publicado na revista Selecções Reader´s Digest
O Dr. Chuck Gerba, Microbiólogo ambiental da Universidade do Arizona, é uma autoridade reconhecida em Microbiologia e nos estuda das bactérias que nos fazem adoecer; especializou-se na identificação dos locais onde se podem encontrar. As suas investigações levaram-no desde as cozinhas dos nossos lares aos centros de exportação de alimentos da América do Sul, passando pelas Casas de Banho Públicas.