Porquê?

Porquê?

Porquê?


Quando falamos em Higiene, o primeiro pensamento está associado ao asseio e à limpeza. Sem dúvida! Contudo, o conceito de Higiene compreende além do asseio e limpeza, todos os hábitos e condutas que ajudem a prevenir doenças, a manter o Bem-estar e a Saúde da população, sendo na verdade uma prática com muitos benefícios para o ser humano.

De facto, a melhoria dos padrões de Higiene na população, está directamente associada à Prevenção de inúmeras doenças. Variados estudos socio-epidemiológicos têm demonstrado que as medidas de maior impacto na promoção da saúde de uma população estão relacionadas com a melhoria dos padrões de Higiene e dos seus padrões de nutrição.

É nos locais com baixos níveis de Higiene onde se encontra predominantemente muitas das doenças infecto-contagiosas existentes. Estes ambientes são propícios ao desenvolvimento e disseminação de organismos patogénicos (bactérias, vírus, fungos, protozoários e outros) e de vectores de doenças como moscas por exemplo. Infelizmente, a interacção mais ou menos consciente do agente Homem com o meio envolvente, torna estas situações mais ou menos propícias, mais ou menos prováveis.

"Um longo silêncio em torno da necessidade de acesso a mais e melhores casas de banho, por exemplo, está a prejudicar a saúde de muitos milhões de pessoas em todo o mundo e o próprio avanço dos países em desenvolvimento." Esta foi uma afirmação de especialistas em Higiene e Saúde Pública que se reuniram recentemente na capital chinesa para uma conferência mundial sobre a matéria.

"As pessoas não gostam de falar sobre casas de banho porque é um assunto habitualmente associado a sujidade", explica Jack Sim, fundador da Organização Mundial de Instalações Sanitárias, com sede em Singapura, "mas o preço das pessoas não discutirem esta questão é confrontarem-se com instalações fedorentas, sujas, não funcionais ou simplesmente com a sua inexistência".

Em cada deslocação a uma casa de banho, não só deixamos milhares de bactérias em todas as superfícies que tocamos, como muitas se agarraram a nós. Os factos parecem terríveis. A verdade é que desde uma simples constipação, a infecções no estômago, muitas ameaças existem em todas as superfícies das casas de banho e nos equipamentos nelas instalados.

Sem os cuidados adequados, em cada visita à Casa de Banho, arriscamo-nos a contrair doenças com nomes complicadíssimos, causadas por germes com nomes ainda mais complicados, tais como Staphylococcus, Streptococcus, etc. É bem possível que aquela estranha constipação que se apanhou a meio do Verão tenha sido contraída numa casa de banho pública.

Sem dúvida que a primeira linha de defesa contra todo o tipo de infecções é o nosso sistema imunitário, sendo que os principais riscos ocorrem nas crianças, nos idosos, e de uma forma geral em todos os adultos cujo sistema imunitário se apresente diminuído por vários tipos de doenças como Diabetes, Hepatite, Doenças do foro oncológico, SIDA, Alergias e doenças do foro respiratório, etc. Estas situações tornam mais provável o surgimento de infecções que podem durar dias ou até semanas.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) atenta a esta realidade em todo o Mundo, recomenda a adopção de medidas, hábitos e condutas, nos locais onde vivemos e consequentemente onde trabalhamos, que resultem numa mudança de atitude e comportamento, frente ao meio circundante, de modo a reduzir e se possível evitar a propagação de doenças.

Esta mudança de atitude relativamente à importância dada à Higiene no seu sentido mais amplo, principalmente da parte das Pessoas com responsabilidade de decisão, associada a medidas de Higiene Pessoal relativamente simples e práticas, como a simples operação de lavagem e secagem das mãos antes e após a visita às instalações sanitárias, criará um ambiente mais saudável, um aumento da sensação de segurança, terá resultados na melhoria das condições de saúde e consequente melhoria dos níveis de satisfação e sociabilidade.

Nota: Para a compilação deste texto foram efectuadas consultas na Wikipedia, no artigo na revista "a página da Educação", e no artigo de Joshua Levine em Askmen.com