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Lavar as mãos reduz o risco de infecções em 60%

Lavar as mãos reduz o risco de infecções em 60%


Lavar as mãos reduz o risco de doença em 20% e o risco de infecções em 60%.

Mas um quarto dos portugueses não lava as mãos antes das refeições, revela um estudo internacional do Conselho de Higiene, que teve como amostra cerca de mil pessoas com mais de 35 anos, que habitam em particular o Norte e Centro de Portugal e Lisboa.

Realizado em onze países, entre eles Portugal, o estudo do Hygiene Council conclui ainda que metade dos portugueses não lava as mãos depois de espirrar ou tossir, ao passo que um quarto da população portuguesa "não o faz quando contacta com animais, antes das refeições e depois de ir à casa de banho.

"Sujamos as mãos em qualquer sítio, mas o fundamental é lavarmos as mãos antes de comer, depois de ir à casa de banho, quando fazemos limpeza na nossa casa ou quando passeamos com os animais", disse à Lusa a pediatra Ana Leça, da Unidade de Infecciologia do Hospital D. Estefânia, em Lisboa. Para Ana Leça, "as mãos devem ser lavadas com sabão, num período razoável de tempo, palma com palma, dorso com dorso, entre os dedos, por baixo das unhas, de modo a que toda a superfície da palma da mão e do dorso seja perfeitamente lavada, incluindo a região do pulso".

O estudo foi apresentado hoje em Lisboa, no jardim-escola João de Deus, no âmbito da Campanha Nacional de Sensibilização para os Cuidados Básicos de Higiene, promovida pela Direcção Geral de Saúde e o Instituto Egas Moniz, que pretende implementar hábitos rotineiros de higiene através da distribuição de materiais didácticos em mais de 200 escolas de todo o país, sobretudo Lisboa e Porto e visando crianças entre os seis e oito anos de idade.

Um em cada dez também não lava as mãos depois de ir à casa de banho, enquanto que 15 por cento não o faz após comer ou pegar em comida.

Por seu lado, 72% dos inquiridos considerou que os filhos apanham mais infecções na escola, ao passo que 40% entende que é na sanita ou na roupa suja que podem ser encontrados mais germes.

Um estudo semelhante a este foi ainda feito em mais dez países, tendo sido concluído que os norte-americanos e os italianos são os povos com menos asseio, uma vez que nunca lavam as mãos após comer, tossir, espirrar ou ir à casa de banho. Em declarações à TSF, a directora dos Serviços de Qualidade Clínica, da Direcção-geral de Saúde, explicou que é muito importante lavar as mãos, pois este gesto está associado à redução de infecções.

O estudo chama a atenção para a importância da higiene pessoal e do próprio ambiente, uma vez que "a lavagem de mãos reduz a incidência de infecções até 59% , reduz o risco de infecções respiratórias até 16% e poderá reduzir o absentismo relacionado com doenças de crianças na escola até 49%".

«Obviamente que há situações onde ainda é mais importante como sejam os ambientes hospitalares e onde se tratam doentes. No nosso dia-a-dia, nos nossos gestos habituais, obviamente que a lavagem das mãos é um gesto que corresponde a um aumento significativo da própria segurança do indivíduo», acrescentou Ana Leça.

Estudo realizado por: Conselho de Higiene junta especialistas internacionais em microbiologia, virologia e imunologia e Saúde Pública. 7.11.2007

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